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O esquema de sonegação de impostos que envolve empresários campomaiorenses sonegou cerca de R$ 170 milhões, segundo as investigações do Grupo Interinstitucional de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária (GRINCOT). Sete pessoas de Campo Maior foram presas durante a Operação Fantasma na manhã desta terça (02).
“Esse grupo criminoso que atua em Campo Maior, considerada uma fraude estruturada, a gente chegou ao valor de R$ 170 milhões, valor já devidamente autuado”, disse o chefe de investigação da Secretaria de Fazenda Francisco Moreira Neto a Tv Cidade Verde.
O delegado José João, que preside o inquérito, explicou que o esquema praticado é complexo e houve a necessidade da criação do GRINCOT, que envolve o Polícia Civil, Ministério Público e Secretaria de Fazenda.
“É uma alta complexidade, por isso que o grupo foi feito. Não dava apenas para a polícia investigar. Essa é um primeiro esquema que tinha como sede a cidade de Campo Maior e ela tem mais de 30 anos de vida que convive com a sonegação fiscal”, afirmou o delegado JJ.
Como funcionava
“Eles criavam uma empresa fantasma e colocavam em nome de pessoas que não possuíam recursos. Todas as notas fiscais e os débitos de ICMS recaiam sobre essas empresas, que na verdade não existiam, enquanto a mercadoria ia para empresas reais. O débito fiscal caiu para pessoas que não possuíam condições para pagar e os fraudadores se apropriavam do ICMS” revela o promotor Plínio Fontes.
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