
A relação amistosa entre os vereadores de situação e oposição em Campo Maior parece ter chegado ao fim. Com a proximidade do pleito eleitoral do próximo ano, os ânimos começaram a se exaltar e os nervos estão de volta a “flor da pele”. Pelo menos é o que mostrou a sessão ordinária desta terça-feira (01/09).
Reunidos no plenário da Casa Legislativa, os vereadores de situação e oposição usaram cerca de 3h para trocarem farpas e acusações. As comparações entre as gestões de Paulo Martins e João Félix ganharam destaque e tomaram a maior parte dos discursos.
O pequeno expediente se iniciou de forma pacata. Após o líder do governo, Edvaldo Lima, denunciar a falta de dinheiro nas agências bancárias do município no final de semana, vereadores oposicionistas compartilharam a preocupação. Mas o clima não permaneceu assim por muito tempo.
Ainda na primeira parte da sessão as bases foram elevando clima. “É bom que ninguém venha pra cá armado com pau e pedras”, alertou Neto dos Corredores. Já o vereador Zé Pereira foi além. “Armado de espadas e facões”.
O grande expediente foi reservado para o apimentado debate. Enquanto situação defendia a atual gestão, os vereadores de oposição a criticavam e enalteciam a gestão do ex-prefeito João Félix. “Não deixo esse prefeito por nada nesse mundo”, disparou o líder do governo na Casa, vereador Edvaldo Lima.
A oposição mesmo desfalcada do vereador Paiva, resolveu rebater com Sena Rosa, Neto dos Corredores e Manoel Alvarenga as críticas ao gestor passado e alfinetar a administração petista. “Se for para os 13 vereadores aplaudir o prefeito fecharemos as portas dessa Casa”, rebateu o oposicionista Manoel Alvarenga.
Com a ausência da presidente Josenaide Nunes, Fernando Miranda foi quem presidiu a sessão. O posto, no entanto, não foi empecilho para o vereador disparar contra a abancada de oposição. “Aqui tem vereador que foi secretário na gestão passada e não cobrava nada. Não tinha língua. Agora a língua dele cresceu. Ô vereador linguarudo”, disse.
O clima não deve baixar tão cedo. Além proximidade do proximidade do próximo pleito e dos nomes que começam a ser definidos para a disputa eleitoral, tem a caminho de votação no legislativo a polêmica regularização fundiária do município, que deve gerar intensos debates.
Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentar