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Servidores municipais e do estado, em sua maioria professores, paralisam as atividades em Campo Maior nesta quarta-feira (15/03) em protesto contra a reforma da previdência proposta pelo presidente Michel Temer. Várias cidades do Brasil registram movimentos que visam sensibilizar o Congresso Nacional a rejeitar a medida.
Em grande número, reunidos na praça da prefeitura, os servidores mobilizados pelo Sindicato dos Servidores Municipais (SINDSERM) e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE) fizeram discursos acalorados, mostrando as desvantagens caso a reforma previdenciária seja aprovada.
O professor Reginaldo Pereira deixou a sala de aula e aderiu ao protesto. “Deixei de trabalhar para apoiar essa grande manifestação. Essa paralisação para o bem comum de toda a população. Até para melhorar nosso rendimento dentro da sala de aula, porque ninguém trabalha sem ter estímulo. É uma luta pela condição de futuro”, justificou.
Bernadete Silva, presidente do SINDSERM, ficou satisfeita com a grande adesão que o protesto. “Agradecer a presença dos servidores municipais. Com todas essas manifestações, vai fazer o governo repensar essa reforma. A união faz a força. Do jeito que está, vamos morrer e não vamos nos apresentar”, explicou. Bernadete afirmou que várias escolas de Campo Maior não funcionaram.
O vereador Neto dos Corredores compareceu a manifestação. O parlamentar classifica a medida federal como crime. Para ele, a reforma atinge toda a sociedade. “Tenho ela (reforma da previdência) como um crime contra a nação. Os cidadãos vão sofrer muito com essa reforma. Nós que vamos pagar a conta”. O vereador convocou uma audiência pública na Câmara Municipal para discutir o projeto.
Brasil
O país registrou manifestações em vários Estados. Em São Paulo, o congestionamento atingiu 201 km, o maior registrado desde o recorde de 249 Km, em 2009. No Rio de Janeiro aulas foram suspensas. No Recife, manifestante atearam fogo em rodovias. Em Belo Horizonte, servidores e saúde e educação não funcionaram.
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