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A TV Clube divulgou na noite dessa quinta-feira, documentos que mostram quanto cada um dos suspeitos de vendas de licenças ambientais no Piauí recebeu de propina. Um dos presos, Fabrício Napoleão Andrade, tem familiares em Nossa Senhora de Nazaré-PI na região de Campo Maior e teria recebido mais de um milhão de reais em propina.
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Fabrício Andrade é Engenheiro agrônomo, professor substituto da UFPI, e auditor da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar). Segundo decisão judicial emitida pela juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho, titular da 4ª Vara Criminal de Teresina, Fabrício Andrade tem sete contas bancárias, onde foi creditado R$ 1.352.967,53, no período de 2012 a 2016.
OUTROS BENEFICIÁRIOS DA PROPINA
Em uma conversa, o superintendente Carlos Moura Fé responde que 'pode facilitar um processo'. Ele teria recebido em oito contas bancárias o valor de R$ 3.800.687,18.
A funcionária Danielle, por exemplo, teria recebido o valor de R$ 64.976,62, diluídos em 27 transferências bancárias oriundas da conta de uma empresa de construções.
César Luiz Barros, que é proprietário de uma empresa que presta serviço de consultoria ambiental, teria conseguido licença prévia em três dias para hotéis no Sul do Piauí, demostrando a agilidade para conseguir licenças na Semar, órgão gerido por seu primo Carlos Moura Fé.
Os crimes foram corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa, advocacia administrativa, além de crimes ambientais. A polícia informou que não havia um comando no esquema, todos participavam ativamente das operações.
PRESOS
Conforme o inquérito policial, os funcionários Fabrício Napoleão Andrade, Danielle Melo Vieira, Carlos Antônio Moura Fé, Roseane de Araújo Galeno e Francisco José de Araújo estariam se valendo de seus cargos públicos para aprovarem licenciamentos ambientais, sem a realização do devido procedimento legais, bem como concedendo prioridade na análise de projetos de certos empresários, tudo através do recebimento de propina.
Os demais presos foram o superintendente de meio ambiente os empresários Carlos Alberto do Prado Tenório, Tiago Maximiano Junqueira, Ivoneta Gontijo dos Santos e César Luiz Barros dos Martírios Moura Fé.
Os crimes praticados por eles foram de: corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa, advocacia administrativa, além de crimes ambientais. A polícia informou que não havia um comando no esquema, todos participavam ativamente das operações
De acordo com a investigação, os empresários tinham acesso aos servidores da Semar e teriam pago propina para eles, em troca de licenciamentos ambientais e outros documentos. Algumas empresas são de carvoarias, de plantação de eucalipto, entre outras.
Na tarde desta quinta-feira (30), três dos investigados foram soltos. Os advogados dos envolvidos não foram encontrados para comentar sobre o caso.
Com informações do G1
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