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O Papa Francisco nomeou no dia 2 de março para a Diocese de São Raimundo Nonato, Dom Eduardo Zielski, até então Bispo de Campo Maior. A decisão foi anunciada no Brasil pelo site da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e pela Rádio Vaticano.
Enquanto o Santo Padre não nomeia um sucessor para o Episcopado campo-maiorense, os católicos das 26 cidades que compõem a Diocese de Campo Maior viverão um período que chamamos de “Sede Vacante” (Do latim “trono vazio”), correspondendo ao período em que a Sé episcopal de uma Igreja particular está sem ocupante.
Dom Eduardo, apesar de não ser mais bispo de Campo Maior, continua sendo o Administrador Diocesano. Ele só deixará o cargo quando tomar posse da Diocese de São Raimundo Nonato, no dia 2 de abril.
Segundo o Código de Direito Canônico, conjunto de normas que regem o ordenamento da Igreja Católica, como Campo Maior não possui um bispo auxiliar (Quem deveria assumir interinamente o governo da diocese), deve ser realizada uma eleição para que seja escolhido o novo Administrador Diocesano. A decisão é tomada pelo Colégio dos Consultores, como prevê o cânon 502, § 3.
O Colégio dos Consultores deve ser constituído, para a sua própria validade, somente de sacerdotes, em número não inferior a seis e não superior a doze (cf. cân. 502, § 1) sob pena de nulidade da eleição do Administrador Diocesano (cf. Diretório para o Ministério Pastoral dos Bispos n. 237). Na Diocese de Campo Maior, são 7 (sete) os consultores diocesanos: Monsenhor Paulo, Monsenhor Silvestre, Padre Duarte, Padre Gilcimar, Padre Juscelino, Padre Adão e Padre Lisardo.
O cân. 421, § 1 determina que, a contar da notícia da vacância da Diocese, o Colégio dos Consultores possui 8 dias úteis para proceder com a eleição do Administrador Diocesano que terá a tarefa de governar “ad interim” a Diocese, ou seja, até a posse do Bispo Diocesano. Esse prazo tem, sobretudo, a intenção de proteger a continuidade no governo da Diocese. No caso de Campo Maior, como houve uma transferência do bispo, esses 8 dias úteis só começam a ser contados a partir da posse de Dom Eduardo em São Raimundo Nonato.
O Colégio de Consultores de Campo Maior, acompanhado de Dom Eduardo, se reuniu na manhã desta quinta (10), para estudar e definir os últimos passos do processo da implementação do governo interino.
Fonte: Diocese de Campo Maior
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