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Homens simples do campo travaram em Campo Maior a mais sangrenta batalha pela Independência do Brasil, afirmam os historiadores. Neste domingo, 13 de março, autoridades, homenageados e seus familiares se reuniram em ato cívico no Monumento dos Heróis do Jenipapo para a comemoração dos 193 anos da luta.
O grande público da solenidade, no entanto, ficou mesmo por conta de turistas e estudantes, que aproveitaram a data para visitar o Museu do Couro, o Cemitério dos Heróis e acompanhar a encenação do confronto no espetáculo teatral que esse ano contou com a participação do ator nacional Carlos Casagrande interpretando o major português João José da Cunha Fidié.
A professora Caroline Alves, da Unidade Escolar Embaixador Expedito Resende, da cidade de Piripiri (80 Km de Campo Maior) veio acompanhada de 13 alunos do ensino médio para participar da comemoração.
“Nós professores sabemos o quanto isso é importante para a história do Piauí, para a história do Brasil. Nós fizemos um sorteio, pois nem todos os alunos poderiam vir, e trouxemos 13 alunos do 1, 2 e 3 ano. Essa história precisa ser valoriza. Muita gente vê esse monumento mas não sabe o que está por trás disso”, contou Caroline.
Os estudantes conheceram o museu que guarda parte dos artefatos usados na batalha, bem como utensílios que faziam parte da sociedade piauiense do final século XIX. Já no cemitério onde os estão enterrados boa parte dos combatentes que morreram no confronto com as forças portuguesas, os adolescentes puderam entender a violência e a desigualdade da Batalha do Jenipapo.
O pequeno Tarcísio Filho, 9 anos, é um dos que fizeram questão de visitar o monumento neste 13 de março. O garoto saiu de Teresina com o pai para ver de perto pela primeira vez as comemorações. “É legal. Sempre gostei da história da Batalha do Jenipapo”, disse Tarcísio, que cursa o 4º ano do ensino fundamental.
O pai Tarcísio Vilarinho contou que o filho estudou a história da Batalha quando soube que viria neste domingo a Campo Maior. Tarcísio defendeu que os valores cívicos devem ser mantidos e repassados para as novas gerações.
“A gente deve guardar os valores cívicos, lembrar dos nosso heróis. Eu trouxe meu filho para participar da comemoração e saber o papel da Batalha do Jenipapo na nossa independência. Antes ele leu, estudo, para saber o que viria fazer aqui. Não podemos deixar que o tempo, o progresso apague esse evento histórico”, disse Vilarinho.
O forte sol da manhã deste domingo não espantou o público. Apesar do calor, criança e adultos observaram atentos o desfile militar, a entrega de honrarias a personalidades e a peça teatral que relembrou às cinco horas de confronto travadas entre os independentes e a tropa de Portugal.
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