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Campo Maior, 260 anos: Relembre figuras populares que marcaram a capital dos carnaubais

Campo Maior está às vésperas de completar o seu 260° aniversário e com tantos anos de história, não é de surpreender que tenha se tornado um celeiro de personalidades marcantes, seja da elite política, de famílias tradicionais abastadas ou de representantes da massa popular. E é deste último setor que o Campomaioremfoco vai destacar alguns personagens especiais que certamente ficaram na memória de muita gente, seja por seu carisma pessoal, profissão ou algum talento específico.

Quem lembra de seu Jacob, o sapateiro?

É muito difícil alguém em Campo Maior nunca ter ouvido falar de seu Jacob Sapateiro, o Rei do Mocó, morador do Bairro Paulo VI. Jacob Ferreira Freire nasceu em 08 de março de 1926 e ainda na adolescência aprendeu o ofício de sapateiro com seu pai, o Zeca Sapateiro, que já dominava a arte de trabalhar com o couro.

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Além de consertar sapatos, seu Jacob confeccionava celas, gibão, mocó, arreios e chapéu de couro, tudo de modo artesanal, configurando-se em uma verdadeira figura da cultura popular de Campo Maior, já que atendia a todos os vaqueiros da cidade e região.

De tanto confeccionar o tradicional “mocó”, calçado típico que acompanha o gibão do vaqueiro, seu Jacob ficou conhecido na cidade como o Rei do Mocó.

Segundo Rosa Freire, sua filha, seu Jacob nunca teve outra profissão na vida e sua carteira de trabalho nunca viu uma assinatura. Criou os 8 filhos que teve com dona Maria Pereira Freire, sua esposa, com muito zelo e todo o sustento sempre veio da arte que exercia. Homem humilde, nunca reuniu patrimônio, mas se orgulhava de ter sua casa própria fruto do suor de seu trabalho.

Era amigo de infância do Ten. Jaime da Paz. Tanto que sua oficina funcionava em um dos prédios de Jaime, na Rua Dr. Moura, próximo ao Colégio Valdivino Tito. Ali funcionou sua sapataria por exatos 40 anos.

Rosa Freire conta que foi muito difícil convencê-lo a deixar a sapataria. Aos 86 anos seu Jacob desejava muito continuar trabalhando, seguindo sua rotina, atendendo aos clientes que também eram amigos, mas a visão já comprometida tornava isso impossível.

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Faleceu em 28 de dezembro de 2014 aos 88 anos deixando assim o seu legado para um filho e um genro, que seguem com a profissão. 

Seu Jacob exercendo seu ofício


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