
Laercio Batista Pereira, que foi preso na Operação Cerca Aberta, desencadeada nesta segunda-feira (03/08) em Campo Maior confessou ter assassinado o individuo Francisco das Chagas, vulgo “Chaguinha” no último dia 27 de Julho com dois tiros no peito esquerdo em sua própria residência no Bairro São João em Campo Maior (PI).
Apesar de confessar a autoria do crime, Laercio não revelou quem seria sem comparsa na ação. Ele chegou numa moto modelo Pop 100 e praticou o homicídio. Laercio era o alvo principal da operação por ser considerado pela polícia extremamente perigoso. Ele já cometeu dezenas de homicídios dentro e fora dos presídios. Segundo informações obtidas com exclusividade pelo “Em Foco”, o elemento hoje planejava, segundo denúncia, mais um homicídio, dessa vez no município de Altos (PI), que também seria do mundo do crime. Alem desse outro homicídio, ele assaltaria um grande comércio em Demerval Lobão (PI). Tudo em companhia de Elielson Martins, o Bodó que foi preso na região do Renascer 2, no Parque Recreio.
Laercio e Bodó estavam foragidos da Colônia Agrícola Major Cesar. De acordo com a Polícia, Laercio é uma pessoa fria e calculista que só fala em matar e roubar, temido pela sociedade e no mundo do crime. Ele foi quem eliminou o marginal chamado “Gato Félix” que ameaçou de morte o atual Secretário Segurança, Fábio Abreu.
Bodó, segundo a polícia, também é homicida. Ele é condenado por ter assassinado um desafeto em 2010 e agia sempre em parceria com Laercio.
PORQUE "CERCA ABERTA"?
O motivo da operação ter sido denominada de “Cerca Aberta” é porque os dois indivíduos e outros mais conseguem sair livremente de dentro da penitenciária Major Cesar durante e a noite para roubar e furtar e voltam pela manhã para a contagem dos presos. Isso acontece por conta da fragilidade do sistema prisional.
Ainda não se sabe se eles irão retornar para a Major Cesar. O Delegado Gustavo Jung irá pedir a preventiva dos dois presos que ainda estão na delegacia de Campo Maior.
A operação reuniu a Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecente (DEPRE), Divisão de Inteligência da Polícia Civil e policiais da Ronda Ostensiva de Natureza Especiais (RONE), Agentes e Escrivães da Polícia Civil, militares e da Força Tática do 15º BPM de Campo Maior.
Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentar