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  19:22

Moraes se defende de ofensiva dos EUA: 'Deixamos de ser colônia em 1822'

 Ministro Alexandre de Moraes / Foto: Fellipe Sampaio /STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes se defendeu das críticas feitas pelo governo dos Estados Unidos à Justiça brasileira, no início do julgamento das ações sobre a Lei de Abuso de Autoridade no plenário, nesta quinta-feira (27).

O magistrado, que vem sendo alvo de ataques e ações na Justiça dos Estados Unidos movidas por políticos da extrema direita ligados ao presidente Donald Trump e ao empresário Elon Musk, reafirmou a soberania do Brasil e declarou que o país não irá se curvar a ameaças de quem discorda das decisões do Judiciário. 

Chamado de "Sem Censores em Nosso Território", o projeto prevê a proibição de entrada ou deportação de qualquer pessoa considerada um "agente estrangeiro que infrinja o direito de liberdade de expressão ao censurar cidadãos dos Estados Unidos em solo americano".

Além disso, a rede social Rumble, que tem ligações com empresas de Trump, acionou Moraes na Justiça americana.

A alegação de Trump e aliados é que Moraes prejudica a liberdade de expressão quando exige que redes sociais sigam regras da legislação brasileira.

"Deixamos de ser colônia em 7 de setembro 1822 e com coragem estamos construindo uma República independente e cada vez melhor. Independente e democrática com a Constituição de 1988. E construindo com coragem, pois como sempre lembrado pela eminente ministra Cármen Lúcia citando Guimarães Rosa: 'o que a vida quer da gente é coragem'", disse Moraes, destacando a independência do país.  

Alexandre de Moraes também fez questão de agradecer publicamente o ministro Flávio Dino pelo apoio e pela manifestação em sua defesa, pela manhã. Dino, que governou o Maranhão de 2015 a 2021, fez uma publicação em suas redes sociais em que destaca as palestras do colega pelo país e o convida a conhecer uma cidade maranhense com nome semelhante a um Estado americano, diante das ameaças de veto à sua entrada nos Estados Unidos.

Por: Fonte: O Tempo e G1

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