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  04:22

 Fonte: Google Imagens

                Nem me venha com essa de que você nunca chorou. Nessa questão não há dúvidas: todo mundo chora. Porque o homem é o único animal que ri e chora de sua própria condição animal, como ensinou e nos fez rir Luís Fernando Veríssimo.

                Seja o mais durão ou o mais fraquinho, o mais lindo ou o mais feioso, o mais elegante ou o mais humilde. Não se pode negar: todo mundo chora.

           E os motivos são muitos. Tem gente:

  • Que chora quando nasce e chora para não morrer;
  • Que chora porque não aprendeu a sorrir;
  • Que chora para não ser reprovado e repete o ano;
  • Que chora antes e depois de ser castigado;
  • Que chora num velório, sem saber direito quem é o morto;
  • Que chora por tudo e depois não quer mais nada.

        “Encosta tua cabecinha no meu ombro e chora”

           O choro não tem classe social. É de graça. Todo mundo tem. Assim não precisar pedir emprestado. Até o Filho do Homem chorou antes de cumprir sua missão. Pena é que suas lágrimas já tenham secado no coração de alguns.

           Mas como tem gente:

  • Que chora quando ganha uma casa e quando perde também;
  • Que chora para ser beijado, crente que vira príncipe;
  • Que chora como ator querendo vaga na novela;
  • Que chora quando derruba o celular novo pela primeira vez;
  • Que chora porque vê os outros chorando;
  • Que chora hoje para se garantir amanhã.

     "Vou chorar, desculpe mas eu vou chorar"

               A verdade é que ao chorar cada um manifesta seu motivo particular ou existencial. Cada gota quer dizer uma coisa. Cada um tem uma história para contar. Os brutos, por exemplos, também choram... E aqui acolá amam.

          Para acabar com essa choradeira, ainda tem gente:

  • Que chora por amor eterno, mas logo passa;
  • Que chora grudento, misturando lágrimas com baba e suor;
  • Que chora na cama solitária e na rede social;
  • Que chora tanto por si que não sobra nada para seu ninguém;
  • Que chora por um cigarro e morre numa tragada;
  • Que chora, soluça, chora, soluça, chora...

           Como se pode notar, o choro é um desabafo contínuo, seja ele pessoal ou coletivo, espalhafatoso ou circunspecto. Quem chora põe os sentimentos para fora, relaxa um pouco, evita uma úlcera. Vive até mais tempo.

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