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A Polícia Militar do Piauí (PM-PI) abriu um processo administrativo contra o policial André dos Anjos Santos, preso ao ser flagrado recolhendo o dinheiro da agência do Banco do Brasil após o ataque de criminosos no domingo (25), em Bacabal (MA). O comandante da PM do Piauí, coronel Lindomar Castilho, informou que a Polícia Civil do Maranhão vai enviar informações sobre a prisão.
O policial, que é lotado no 13º Batalhão da Polícia Militar de Teresina, continua preso no Maranhão. “Já solicitamos informações para o delegado responsável pelo caso. O André não teve participação no assalto. Ele, juntamente com outras pessoas, pegou parte do dinheiro deixado pelos criminosos após o assalto”, informou o coronel Lindomar Castilho.
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“Foram naquela história de que achado não é roubado, mas pela lei não é assim que funciona. Isso é apropriação indevida, furto e ele vai responder à Justiça do Maranhão por isso. Aqui, como ele é um policial, vai passar pelo processo administrativo”, completou o comandante.
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No momento da prisão, André dos Anjos informou aos policiais que é militar e que estava de folga, que estava na cidade para ministrar aulas de geografia. De acordo com o coronel Lindomar Castilho, as informações passadas pelo policial serão verificadas durante a investigação da polícia do Maranhão e durante o processo administrativo da corporação.
SOLDADO DOS BOMBEIROS TAMBÉM FOI PRESO
Além do policial militar do Piauí, o soldado do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), identicado como Luís Gustavo Lima Mendes, também foi preso acusados de participação no assalto a agência do Banco do Brasil da cidade Bacabal-MA.
O capitão Ferreira, da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), comentou o caso do policial do Piauí:
“O policial estava no local da explosão e recolhendo dinheiro que achou pelo chão. Ele não foi encontrado junto com integrantes do bando que atacou a agência. Então agora é um trabalho de investigação para saber se ele tem algum envolvimento com a quadrilha”, disse o capitão Ferreira.
O Secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela falou também sobre o caso das prisões do PM e do Bombeiro.
“Nós vamos colocá-los no raio apuratório, para saber o que eles, enquanto militares, faziam no perímetro de prática de roubo a banco. Nós queremos saber se algum deles fez cobertura, deu proteção, deu informações, porque não é natural o cidadão, como militar, estar num local de roubo e ainda se envolver em furto. O natural seria uma reação com informações sobre a ação do bando, se aproximar das forças estaduais para nos ajudar, como zeram outros que estavam de folga”, declarou o secretário de segurança.
“No caso deles, são tratados por nós, agora, como criminosos e todos eles, além da autuação lá, pela prática de furto, serão trazidos pelo Departamento de Roubo a Banco da Seic para interrogatório, para saber o grau, ou não, de envolvimento deles com a organização criminosa”, completou Jefferson Portela.
Fonte: G1
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